Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Amazonas crescem 14,6% nos primeiros quatro meses de 2026
06/05/2026
(Foto: Reprodução) A nova gripe que gerou alerta da OMS para 2026
Olga Pankova/Getty Images
O Amazonas registrou um crescimento de 14,6% nos casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no comparativo entre os quatro primeiros meses de 2026 e o mesmo período do ano passado. Os dados constam no painel epidemiológico de vírus respiratórios da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
🔎 A SRAG não é uma doença específica, mas um conjunto de sinais e sintomas que pode ser causado por diferentes agentes, como vírus (incluindo o da gripe e o da Covid-19), bactérias ou outros fatores.
Segundo o levantamento, de 1º de janeiro até 30 de abril deste ano, foram confirmados 731 casos de SRAG em todo o estado. Já no mesmo período de 2025, o total de casos confirmados foi de 638.
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No comparativo mês a mês, apenas em abril houve redução (38,2%). A maior variação ocorreu em fevereiro, quando foram confirmados 206 casos neste ano, contra 124 em fevereiro do ano passado — um aumento de 66,1%.
Entre as causas, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera, sendo responsável por 325 casos. Em seguida estão o Rinovírus, com 261 casos e a Influenza A, com 90 registros.
A faixa etária mais afetada nos quatro primeiros meses deste ano foi a de crianças com menos de 1 ano de idade, que registrou 369 casos de SRAG, seguido por crianças de 1 a 4 anos (216) e pessoas com 60 anos ou mais (95).
Entre os municípios amazonenses com registros da síndrome, a capital Manaus lidera com folga: são 548 casos confirmados. Na sequência estão Eirunepé e Guajará, com 19 casos cada. Veja o ranking abaixo:
Manaus - 548 casos
Eirunepé - 19 casos
Guajará - 19 casos
Tefé - 17 casos
Presidente Figueiredo - 13 casos
Manacapuru - 12 casos
São Gabriel da Cachoeira - 8 casos
Alvarães - 6 casos
Humaitá - 6 casos
Iranduba - 6 casos
De acordo com a FVS, para prevenir a doença, a recomendação é a adoção de medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras de proteção respiratória, manter as mãos higienizadas, etiqueta respiratória e a vacinação contra covid-19 e influenza.
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