Diretor, ex-gestores e empresário: veja quem são os alvos da operação que apura possíveis irregularidades em investimentos da Amazonprev no AM

  • 06/03/2026
(Foto: Reprodução)
Operação da PF investiga investimentos suspeitos na previdência do Amazonas A Polícia Federal investiga quatro pessoas por suspeita de irregularidades em investimentos milionários do fundo previdenciário do Amazonas, o Amazonprev. Entre os alvos estão um diretor, dois ex-gestores do órgão e um empresário suspeito de repassar dinheiro a servidores ligados às decisões financeiras. De acordo com a PF, os investimentos investigados chegam a R$ 390 milhões. Eles foram feitos entre junho e setembro de 2024 em letras financeiras de bancos privados. A apuração aponta indícios de gestão temerária e corrupção ativa e passiva. A Justiça autorizou sete mandados de busca e apreensão e o afastamento dos servidores por 90 dias, para evitar interferência nas investigações. As ações ocorreram em endereços dos investigados, na sede do Amazonprev, em Manaus, e na empresa de um dos suspeitos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp ➡️ Quem são os alvos Claudinei Soares - ex-gestor de recursos da Amazonprev e coordenador do comitê de investimentos; Cláudio Marins de Melo - diretor de Administração e Finanças; André Luis Bentes de Souza - ex-diretor de Previdência da Amazonprev; Sávio Loyola e Silva - proprietário da empresa ALFA A Consultoria e Gestão de Frota Ltda (sediada em Niterói, no Rio de Janeiro). Segundo a PF, a empresa teria transferido valores a servidores e gestores ligados à execução das aplicações investigadas. A Polícia Federal aponta que Claudinei Soares como o principal responsável por ordenar e executar aplicações financeiras sem deliberação prévia do Comitê de Investimentos. As investigações indicam que ele determinou operações de grande valor e, em alguns casos, teria fracionado operações para contornar limites administrativos. Cláudio Marins de Melo, diretor de Administração e Finanças, teria participado ao autorizar, concordar e posteriormente ratificar as aplicações, mesmo diante de irregularidades procedimentais e da ausência de aprovação formal pelas instâncias colegiadas. O ex-diretor de Previdência, André Luis Bentes de Souza, teria participado das discussões no Comitê de Investimentos e atuado no credenciamento de instituições financeiras emissoras, como os bancos Master e C6, o que, segundo a PF, viabilizou parte das aplicações investigadas. O empresário Sávio Loyola e Silva, também é investigado. De acordo com a PF, a empresa dele teria transferido cerca de R$ 600 mil a servidores e gestores ligados às aplicações investigadas, sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com a atividade da companhia. As movimentações ocorreram no mesmo período das decisões sobre os investimentos. O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos. Cláudio Marins de Melo, Claudinei Soares e André Luis Bentes de Souza Reprodução/Redes Sociais 💰 Como foram os investimentos ? A auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas: Banco Master – R$ 50 milhões (junho/2024); Banco Daycoval – R$ 50 milhões (agosto/2024); Banco BTG Pactual – R$ 40,7 milhões (setembro/2024); Banco C6 Consignado – duas operações de R$ 125 milhões cada (setembro/2024). Em alguns casos, as aplicações foram feitas sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência. LEIA TAMBÉM: Amazonprev aplicou R$ 50 milhões no Banco Master antes da liquidação decretada pelo Banco Central Intermediação das aplicações As operações foram intermediadas pelas corretoras Terra Investimentos e Mirae Asset. Segundo a Polícia Federal, as duas foram utilizadas de forma reiterada nas aplicações sem demonstração de critérios objetivos para a escolha ou comparação de custos e riscos. A auditoria do Ministério da Previdência também identificou falhas de governança, fragilidades no processo decisório e descumprimento de normas de gestão. Em nota, a Fundação Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas pelos órgãos. O órgão esclarece que, dos três alvos da operação, dois servidores pertencentes ao quadro efetivo do órgão já foram afastados das funções. O terceiro citado, que ocupava cargo em comissão, não integra mais os quadros da instituição desde 2024. A instituição reforça ainda que as aplicações não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, uma vez que o Fundo de Previdência do Amazonas (FPREV) apresenta superávit atuarial de 1,7 bilhão, atualmente com recursos acumulados em mais de 11 bilhões de reais. O saldo é suficiente para garantir o pagamento de todas as aposentadorias e pensões do presente e os benefícios futuros dos servidores atualmente na ativa. PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento milionário no liquidado Banco Master Divulgação/PF

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/03/06/diretor-ex-gestores-e-empresario-veja-quem-sao-os-alvos-da-operacao-que-apura-possiveis-irregularidades-em-investimentos-da-amazonprev-no-am.ghtml


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