Professores do AM protestam após suspensão de plano de saúde por atraso de repasses
06/04/2026
(Foto: Reprodução) Plano de saúde de professores tem atendimentos suspensos no AM por atraso de repasses
Professores da rede estadual do Amazonas protestaram nesta segunda-feira (6), na Avenida Brasil, em Manaus, contra a suspensão dos atendimentos do plano de saúde da categoria. Segundo o O atendimento foi interrompido na quinta-feira (2) por falta de repasses do governo à operadora, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
O sindicato diz que a dívida do governo com a operadora é de cerca de R$ 52 milhões, acumulada em oito meses de atraso. Um documento enviado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) aponta inadimplência de R$ 52.296.123,06, com faturas vencidas desde 2022.
A suspensão atingiu professores em tratamento contínuo, como pacientes com câncer e gestantes em pré-natal. Servidores disseram que não conseguiram consultas nem procedimentos ao chegar às unidades de saúde
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A presidente do Sinteam, Ana Cristina, disse nas redes sociais que muitos trabalhadores tiveram tratamentos interrompidos.
"Estamos falando de pessoas em tratamento contínuo, de mulheres grávidas, de trabalhadores que dependem desse atendimento para garantir sua saúde e dignidade", disse.
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O sindicato ressaltou que o plano de saúde é uma conquista da categoria após anos de mobilização. A entidade cobra a retomada imediata dos repasses e dos atendimentos.
Após a suspensão do plano, em nota, o Governo do Amazonas disse que negocia a regularização do serviço junto à Seduc.
Já a operadora do plano afirmou que a suspensão dos atendimentos eletivos ocorreu após falta de pagamento e ausência de solução para a dívida, mesmo após prazo para regularização. O documento também cita previsão legal para interrupção do serviço em casos de inadimplência contratual.
A operadora informou que suspendeu os atendimentos por falta de pagamento e ausência de solução para a dívida, mesmo após prazo dado ao governo. O documento cita previsão legal para interromper o serviço em caso de inadimplência.
O sindicato informou que avalia medidas judiciais e administrativas para garantir a assistência à saúde dos trabalhadores.
Professores realizaram manifestação na frente da sede do Governo
Divulgação